Postado em domingo, 20 de setembro de 2026
às 23:51
Câmara prorroga por mais 90 dias a CPI que investiga a concessão do transporte coletivo
Com prazo inicial de conclusão previsto para setembro, comissão ganha novo fôlego.
Da Redação
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), criada em junho na Câmara Municipal para apurar a prestação de serviços da Alfetur (Alfenas Transportes e Turismo Ltda), teve seus trabalhos prorrogados por mais 90 dias. A empresa é a concessionária do transporte coletivo local.
A extensão do prazo foi aprovada pelo plenário da Casa no último dia 14 e oficializada pela assinatura da resolução por parte da presidência do Legislativo no dia 15. Com a decisão, os parlamentares terão mais tempo para conduzir as apurações e elaborar o relatório final, cuja entrega estava prevista originalmente para este mês de setembro.
Iniciada em junho a partir de um requerimento apresentado pelos vereadores de oposição Maria Idalina da Silva (PL), Ednilson Francisco Neto (Novo), Thalles Gomes (PSDB) e Gilmar Costa (PL), a investigação parlamentar visa responder às constantes reclamações dos usuários. Entre os problemas relatados pela população estão atrasos frequentes, redução de linhas e horários, frota sucateada, superlotação e atendimento insuficiente em diversos bairros do município.
A comissão foi formada mediante sorteio com base na proporcionalidade partidária, mas conta com maioria governista. A liderança dos trabalhos está a cargo do vereador Cirlei José de Carvalho (PMB), na presidência, e do parlamentar Rodolfo Inácio da Freiria (PT), na função de redator. A vereadora Maria Idalina da Silva (PL), única representante do bloco oposicionista no colegiado, atua como secretária.
Com a concessão da Alfetur renovada em agosto de 2023 por mais 20 anos — estendendo o contrato até 2043 —, a CPI foca no cruzamento de dados sobre o volume de recursos públicos repassados à empresa e a efetiva qualidade do serviço prestado à comunidade.
Durante o período adicional de 90 dias, o grupo dará continuidade às auditorias para apurar o possível descumprimento de cláusulas do contrato, a falta de renovação dos veículos e eventuais falhas do Poder Executivo no dever de fiscalizar. As investigações abrangem ainda a checagem da quilometragem rodada, o controle dos comprovantes de subsídio da tarifa e a apuração de possíveis omissões na aplicação das verbas municipais.
