Postado em terça-feira, 12 de agosto de 2014 às 08:39

Passe livre para acompanhantes de deficientes é cortado

Moradores reclamam que corte em Pouso Alegre foi feito sem aviso prévio. Segundo empresa, não há lei municipal que regulamente o passe livre.


De G1

A falta de uma lei municipal que regulamente o transporte gratuito de deficientes em Pouso Alegre (MG) tem trazido dificuldades para muitas famílias. Moradores reclamam dos custos extras que surgiram, praticamente, do dia para a noite com o corte do passe livre dos acompanhantes. A concessionária do serviço, Viação Princesa do Sul, disse que precisou cortar despesas e, por isso, se valeu da ausência de legislação específica para tirar o benefício. A gratuidade, no entanto, está mantida para os portadores de necessidades especiais.
 
A dona de casa Elisa Morais tem um filho autista e precisa pegar, pelo menos, quatro ônibus por dia. O valor da passagem dentro da zona urbana é R$ 2,50. Até pouco tempo atrás, ela não precisava pagar pelo transporte. Contudo, a dona de casa conta que perdeu a isenção sem aviso prévio. O gasto extra de R$ 10 tem pesado no orçamento, mesmo com o filho podendo ser transportado de graça.
 
"Como um aluno autista vai sozinho para a Apae? Eles não têm noção do perigo, não páram sentados dentro do circular. Podem cair, machucar...", diz dona Elisa. "Tem criança que não está indo para a escola porque é muito difícil ter o dinheiro para pagar a passagem todas as vezes em que é preciso andar de ônibus com o filho", relata.



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