Postado em domingo, 22 de março de 2026 às 23:11

Alfenas é alvo de operação da Polícia Federal em investigação sobre fraudes no Parque das Águas

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na cidade contra sócios de empresa ligada a licitação suspeita.


 Da Redação

A Polícia Federal deflagrou a "Operação Águas Virtuosas" para desarticular um esquema de corrupção e fraudes em licitações que desviou recursos destinados à reforma do Parque das Águas, em Cambuquira. Alfenas ganhou destaque na investigação como um dos pontos centrais da execução dos mandados de busca e apreensão, visando sócios de uma empresa que participou de processos licitatórios sob suspeita. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados pela PF.

Além de Alfenas, a operação cumpriu ordens judiciais em Alterosa e Cambuquira. Na mira dos agentes estão ex-prefeitos, ex-servidores de cargos de confiança e empresários. A PF analisa agora documentos, computadores e celulares apreendidos para detalhar como o grupo operava o desvio de verbas federais vindas dos Ministérios do Turismo e do Meio Ambiente.

O elo com Alfenas e as irregularidades

As investigações em Alfenas e Alterosa concentram-se em um processo licitatório de 2011. Segundo o delegado da PF em Varginha, João Carlos Giroto, a perícia criminal constatou que o projeto de reforma — que previa melhorias em fontes de água, centros de artesanato e na portaria do parque — foi marcado por irregularidades graves.

O laudo pericial da Polícia Federal apontou:
• Superfaturamento: Valores pagos acima do preço de mercado.
• Materiais inferiores: Uso de insumos de baixa qualidade, diferentes dos licitados.
• Obras não executadas: Partes da reforma nunca foram realizadas.
• Fraude métrica: A metragem informada pela prefeitura era menor do que a real constatada pelos peritos.

Crimes e "empréstimos" suspeitos

A operação também investiga um convênio mais recente, de 2021, no valor de R$ 1 milhão. Entre as ausências mais notáveis constatadas pela perícia estão as catracas eletrônicas da portaria, que foram pagas, mas não foram encontradas no parque. Além disso, testemunhas relataram que valores arrecadados na bilheteria eram retirados por gestores sob a justificativa de "empréstimos" pessoais, o que configura crime de peculato.

Os envolvidos, incluindo os alvos em Alfenas, podem responder por: fraude em licitação; peculato (apropriação de recursos públicos); e associação criminosa.



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